Análise Bovespa

A Onda III da tendência de alta iniciada em outubro de 2002 está em seu último movimento de alta, após o qual é provável uma correção acentuada para a faixa de proporções fibonacci. O S&P futuro deu hoje uma indicação de baixa, que me leva a crer que esta correção já começou.

Em minhas duas últimas análises de julho de 2006 e dezembro de 2006, nas quais errei, pois previ uma baixa que ainda não ocorreu, eu havia imaginado que a Onda III (ou o segundo movimento de alta) da tendência de alta de longo prazo iniciada em outubro de 2002 tinha acabado e que teríamos uma correção mais acentuada. Na época eu estava com o canal que se vê na Figura 1 abaixo traçado no meu gráfico. O canal havia sido rompido e imaginei que o Ibovespa iria corrigir para dentro da faixa Fibonacci que na época começava em 27.000 pontos e que hoje, com a queda do dolar, está na faixa de 24.500 pontos.

Na ocasião mostrei que o bovespa tem sistematicamente feito correções de proporções Fibonacci, toda vez em que no passado (desde 1963) ele teve movimentos com as dimensões das atuais altas.

Como após o primeiro movimento de alta de outubro de 2002 a janeiro de 2004 a correção ocorrida foi menor do que a de proporções Fibonacci (Veja na Figura 3), aumentaram em meu entender, as chances, de que neste segundo movimento de alta (iniciado em maio de 2004) a correção subsequente leve os preços para a faixa de proporções Fibonacci que é, como já mencionei, o que o Ibovespa costuma fazer normalmente.

Faz pouco mais de um mês que tracei em meu gráfico do Ibovespa a reta mostrada no gráfico da Figura 2 que corresponde a uma nova realidade para mim e mantém minha análise de que deveremos ter uma correção mais acentuada num futuro próximo, se não já, como parece estar indicando a análise do S&P (aquele ao qual todos os mercados estão atrelados).


Figura 1 – Reta suporte com canal de alta inicial - errada

O que a reta traçada no gráfico da Figura 2 indica, juntamente com os segmentos verdes que mostram tres movimentos de alta com variação percentual idêntica, a partir de maio de 2004, é que ainda estamos na Onda III (segundo movimento de alta) da tendência inciada em outubro de 2002. Veja o grafico da tendência toda (outubro de 2002 até hoje) na Figura 3.

Em termos do médio prazo, estamos em meu entender, especificamente, na onda 5 da Onda III ou seja no último movimento de alta antes de uma correção do movimento iniciado em maio de 2004.

Ocorre que se o topo deste movimento já foi formado, como está indicando a análise do S&P abaixo, que motivou a elaboração deste relatório, a correção da Onda III deve levar o Ibovespa para dentro da faixa fibonacci (conforme mostrei em minha última análise) que se situa hoje no nível de 30.000 pontos. Sei que muitos ficarão chocados com este número, mas uma análise no gráfico da Figura 4 mostra que houve dezenas de precedentes iguais ou mostrando quedas ainda maiores.

Num momento em que a maioria dos agentes financeiros está extremamente otimista especialmente em relaçao ao Brasil, tenho conciência de que esta é uma análise bastante impopular, mas creia completamente possível, conforme nos afirma a história regressa do Ibovespa. Vale dizer também que a correção que acredito irá ocorrer, pode durar apenas alguns meses e o Ibovespa então partir para o terceiro movimento de alta desta tendência de longo prazo que acredito irá ocorrer.

O importante em meu entender é não descuidar do risco implícito nos mercados de renda variável e manter as posições sempre protegidas com ordens de stop. Não se pode esquecer nunca também que os mercados são soberanos e muitas vezes têm razões para seus movimentos que a grande maioria do público desconhece. Vale lembrar entretando que uma tendência de alta só termina quando é revertida e essa atual ainda não foi revertida. Eu apenas acho que existem chances de que ela esteja por ser revertida mas o S&P deve romper seu suporte a 1500 para que essa análise se confirme.


Figura 2 – Reta suporte da onda III, segundo minha análise atual

A Figura 3 abaixo mostra toda a tendência de alta de longo prazo inciada em outubro de 2002.


Figura 3 – A tendência toda desde out/2002

A Figura 4 abaixo mostra o gráfico mensal das ações brasileiras desde 1963. Veja como desta perspectiva a correção para dentro da faixa fibonacci (As 3 linhas verdes horizontais do meio) parece mais plausível. Seria uma correção parecida em amplitude (variação percentual) com as que ocorreram em 1994, também numa Onda III, da tendência de alta longo prazo ocorrida de 1991 a 1997.


Figura 4 – A tendência secular da bolsa Brasileira de ações

A análise do S&P futuro cujos gráficos aparecem nas Figuras 5 e 6 mostra uma formação candlestick (Figura 6) chamada estrela da tarde que costuma ser um topo principal. Essa formação, se confirmada amanhã dia 11/07 com um candle negativo e especialmente se provocar o rompimento do importante suporte a 1500, estaria indicando a reversão da atual tendência de alta de curto prazo e possivelmente a de médio prazo também. Note também que o S&P está na parte de cima do canal em que tem se mantido desde o início de 2004.


Figura 5 – S&P Futuro

O S&P é o mercado que move o mundo. Hoje ele mostrou claramente que as forças de vendas ou os Ursos, após um longo período em que estiveram dominados pelos Touros, começaram a ficar mais fortes já que conseguiram fazer um fundo inferior ao último fundo e agora um topo inferior ao último topo que mostra ao mesmo tempo força dos vendidos e perda de força dos comprados. Essa situação é típica de um topo de mercado. Nos próximos dias isso irá (ou não) se confirmar.

Um fechamento acima de 1560 nos próximos dias, que acredito improvavel, anularia esta análise e teria conotação deveras altista. Por outro lado, um outro fechamento nas mínimas do dia amanhã confirmaria a análise acima e seria em meu entender o stopim da correção mais acentuada que acredito irá ocorrer.

O importante dessa análise em meu entender é que o Ibovespa tem um potencial de correção muito grande que poucos investidores tem conciência.


Figura 6 – S&P Futuro atualizado até 10/07/07

Quero mostrar ainda uma análise de longo prazo do Dow Jones que considero muito interessante para “pensar em casa”.

O Americano não tem cultura de inflação como nós Brasileiros e por isso, a maioria dos seus softwares de análise técnica, não fazem indexação nos gráficos. Assim, a Figura 7 abaixo mostra o gráfico diário do Dow Jones que os Americanos estão vendo. Nele, os preços estão em “mares nunca d’antes navegados” ou seja, bem acima do topo da bolha do Nasdaq ocorrido em 2000.


Figura 7

Na Figura 8 abaixo, entretanto, vemos o mesmo gráfico indexado pelo índice de inflação americano, o “CPI - Consumer Price Index”. Como se nota, na verdade quando se desconta a inflação, o Dow Jones ainda não rompeu o topo de 2000.


Figura 8

No gráfico abaixo indexamos o Dow Jones ao que podemos chamar de valor: Ouro! O resultado é uma tendência de baixa que se iniciou em agosto de 1999, ou seja, 5 meses antes do topo do Nasdaq. Do topo de 1999 ao fundo de 2006 o Dow Jones já perdeu 64%. Bem, como eu disse, esta é para pensar em casa. Eu já pensei bastante e acredito que este gráfico pode muito bem estar indicando o caminho futuro do Índice Dow Jones indexado em CPI.


Figura 9

Boa sorte nos mercados!

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da
Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).

Alerta Índice Bovespa

No curto prazo, a atual acumulação (últimas 9 barras) que está ocorrendo no gráfico diário do bovespa indexado em Dolar Comercial e com escala logarítmica, passou hoje a ter características nítidas de bandeira de baixa que sugere que o último fundo a 41.000 será rompido com o Ìndice bovespa caindo inicialmente, para seu próximo objetivo de baixa a 39.500/39.000.

No médio prazo, chamo a atenção para o fato de que nossa última análise publicada em 08/12/2006 continua intacta em nosso entender. Continuamos a acreditar que o Índice Bovespa está na onda 4 da tendência de alta iniciada em outubro de 2002 e mais especificamente, a partir do último dia 02/01/2007, na onda C desta onda 4, que deverá fazer os preços caírem em nosso entender, abaixo do último fundo a 30.000 (dolar de hoje), adentrando a faixa de correções proporcionais a fibonacci que começa em 27.000.

Esta queda da onda C, a julgar pela queda da onda A ocorrida em maio de 2006 quando o Bovespa caiu quase 30% em apenas 15 dias, deverá durar segundo a nossa análise atual, menos de 3 meses.

Lembro que, na análise que se encontra no link acima, demonstro que o Índice Bovespa (desde 1963), tem respeitado as proporções fibonacci, na esmagadora maioria das vezes em que corrige ou reage a um movimento definido, de proporções parecidas com a última alta (maio/2004 a maio/2006). Em reforço a esta tese está o fato de que na penúltima alta (out/2002 a jan/2004) a correção não respeitou as proporçòes fibonacci, o que aumenta substancialmente em nosso entender a possibilidade de que isso ocorra na atual correção.

Boa sorte nos mercados.

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).

Porque o IBovespa pode ir a 27.000 pontos antes de novas altas.



Ser baixista no Índice Bovespa não dá muito ibope. O mundo todo tem um grande viés de compra, haja visto que lá em Nova York, perto de Wall Street, só tem estátua de Touro, ainda não fizeram uma de Urso e ai de quem fizer. O patriotismo americano não permitiria que fosse exposta como a do Touro. Para quem não sabe o Touro representa os comprados porque na luta, chifra para cima e o Urso, os vendidos porque dá a patada para baixo.

Desde o tempo em que eu fazia comentários de Análise Técnica nas Revistas Enfoque Gráfico - Commodities e Ações, lá pelos idos dos anos 80, os investidores (que eu prefiro chamar de especuladores), não gostavam quando eu dizia que a minha interpretação da análise técnica era a de que os preços iriam cair. Me lembro uma vez um cliente ligando para a Enfoque e dizendo que eu não sabia “o poder que tinha” pois eu dizia que ia cair e caia mesmo e que eu estava tirando dinheiro do bolso dele.


Eu tinha que explicar que o que eu fazia era apenas interpretar a maneira segundo a qual a análise técnica estava visualizando o conjunto de fatores fundamentais e ainda aqueles fatores que só eram do conhecimento dos chamados “insiders”, naquele momento. Eu na verdade não achava nada, procurava apenas interpretar os sinais que o Mercado estava dando nos gráficos. A Análise Técnica “arroz com feijão” que eu pratico, apenas tenta visualmente interpretar os sinais que a média de opiniões dos participantes do mercado está dando no momento. É como se fosse o próprio mercado comentando o que tem feito e o que deve fazer a seguir.


Minha formação inicial no mercado futuro de commodities fez com que eu me tornasse rapidamente um Trader pois nesses mercados a volatilidade é muito maior do que nos mercados de ações e os preços estão sempre ora subindo muito, ora caindo muito, de maneira que vender a descoberto se torna corriqueiro. Fico muito feliz de poder nos dias de hoje, vender ações a descoberto (sem ter as ações) através de uma Corretora, na Bovespa, com praticamente a mesma facilidade com que compro ações e ainda, o que é melhor, usando o home broker integrado no meu terminal Enfoque.


Para quem opera na Bolsa pensando estatisticamente que é como eu entendo ser a maneira correta, (do livro gratuíto O Método Enfoque de Operar nos Mercados), vender é uma necessidade pois quando se têm as chances a favor, torna-se necessário fazer o maior número possível de operações para que a estatística favorárel funcione, trabalhando a nosso favor. Assim sendo, para mim é exatamente igual quando nas “conversas” que tenho com o Bovespa, (que é o que eu faço quando “leio” os gráficos), meu diagnóstico é de alta ou de baixa. O importante para mim, é que ele continue oscilando, seja para cima ou para baixo.


Com relação à minha interpretação do momento referente à tendência de alta de longo prazo, iniciada em Outubro de 2002, de que o Índice Bovespa deve sofrer uma queda mais acentuada, antes de iniciar o último movimento de alta, podendo chegar inicialmente a 27.000 pontos, quero dizer que esta análise é baseada no fato de que técnicamente, enquanto os preços não romperem o último topo, estaremos numa onda corretiva que a Teoria de Elliott chamaria de onda 4 desta tendência iniciada em 2002. Analisando sob esse prisma, me parece que tivemos muita alta na onda 3 para pouca baixa na onda 4.


O que dá embasamento a essa análise é o proprio Bovespa (e o IBV de 63 a 68) que nos mostra, quando analisamos seu passado desde quando se consegue cotações, que ele respeita sim, na maioria das vezes em que tem um movimento definido, as proporções fibonacci, quando corrige ou reage a esses movimentos. Veja no Gráfico 1 abaixo, que mostra o Índice Bovespa indexado em dolar e com escala log, as ocorrências de proporções fibonacci nas correções e reações do mercado brasileiro de ações. As linhas horizontais são dispostas entre o fundo e o topo nos movientos de alta ou entre o topo e o fundo, nos movimentos de baixa e as linhas do meio representam as proporções fibonacci de 38,2%, 50% e 61,8%.


Pode-se verificar que no passado, a grande maioria das vezes em que tivemos um movimento definido (de alta ou de baixa), de proporções similares aos dois movimentos de alta que tivemos a partir de outubro de 2002, a correção ou reação que se seguiu entrou para dentro da faixa das proporções fibonacci e em muitas ocasiões não parou na primeira correção de 38,2%, seguiu até a de 61,8%. Ainda no Gráfico 1, note que as faixas marcadas em verde mostram os movimentos da tendência secundária enquanto que os marcados com as linhas vermelhas mostram os grandes movimentos das tendências primárias e ainda, os marcados em azul, mostram os movimentos da tendência primária atual (iniciada em outbro de 2002).

Gráfico 1

Com os preços neste momento, testando o nível do último topo, nível este, a partir do qual o Índice Bovespa sofreu uma queda livre de 28% em 15 dias, na última vez que esteve lá, em maio deste ano, acredito que este nível não será rompido pelo menos sem uma correção mais acentuada. Esta correção, na minha análise, tem tudo para ser a última onda (onda C) da onda corretiva que seria a Onda IV da tendência iniciada em outubro de 2002 (Gráfico 2).


Este movimento de baixa pode muito bem, como mostra a história regressa do Indice Bovespa, levar os preços a aumentarem a atual correção do movimento de baixa iniciado em maio deste ano, para uma faixa de preços mais compativel com correções fibonacci. Esta faixa de preços, com o dolar de hoje começa em 27.000 pontos conforme mostra em detalhes o Gráfico 2. A minha “leitura” dos gráficos atual, me leva a crer que existe uma possibilidade bem maior de que ocorra essa correção mais acentuada, com o Ibovespa aumentando a correção da Onda III e caindo abaixo do último fundo a 30.000 pontos, do que a manutenção da atual alta, com o rompimento do último topo e o mercado nos mostrando que está na Onda V.


Um eventual rompimento da resistência do último topo, anularia a análise acima e poderia estar indicando o início do terceiro movimento de alta da tendência iniciada em outubro de 2002. Neste caso, a leitura que eu faria seria igual à que fiz em maio de 2004 quando apesar de não havido uma correção da Onda I com proporções Fibonacci, os preços restabeleceram a tendência de alta. A leitura foi de que a tendência estava muito forte e que o “exército dos Touros” estava muito mais forte do que o dos Ursos. O fato de a última correção (Onda II) não ter corrigido em proporções Fibonacci, aumenta as chances e portanto reforça a tese de que isso ocorra desta vez.


Gráfico 2

Boa sorte nos mercados.

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).

O Ibovespa reverteu a tendência de alta iniciada em Maio de 2005 e deve cair mais 22,5%.


O gráfico abaixo (Ibovespa a vista indexado em dolar e escala logarítmica) mostra a alta iniciada em maio de 2005, que estou classificando como sendo a onda 3 da tendência de alta primária iniciada em outubro de 2002.

Acredito que a alta das últimas semanas foi apenas um movimento de retorno à reta suporte (azul contínua no gráfico abaixo). Este movimento de retorno (pull back) confirma em meu entender que esta reta foi rompida e portanto que este movimento foi revertido e que os preços caminham agora para seu objetivo inicial de baixa a US$ 12.500,00 que com o dolar de hoje a 2,20 corresponde a R$ 27.500,00.

O eventual rompimento da resistência a 38.000 vista no gráfico abaixo (US$ 17.400,00) anularia a análise acima e indicaria novo teste do topo principal de maio.


Boa sorte nos mercados.
Cordialmente,


Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).

O Bovespa deve continuar a subir mais 25%, nos próximos meses

A análise resumida
Os 3 movimentos de alta de 1991 a 1997 completaram uma grande tendência de alta que foi corrigida com 2 movimentos de baixa de 1997 a 2002, completando um ciclo. A alta que começou em outubro de 2002 é um novo ciclo. Neste novo ciclo tivemos um primeiro movimento de alta que foi de out/2002 a jan/2004 e estamos agora no segundo movimento de alta (Gráfico 1).

A análise se baseava no fato de que não tínhamos à época, como não temos agora, qualquer razão para acreditar que este segundo movimento de alta será menor em amplitude do que o movimento que o precedeu (out/2002 a jan/2004) já que o primeiro ocorreu na expectativa e este ocorre nos fatos reais de digamos "responsabilidade econômica". A análise técnica mostra que movimentos de uma tendência costumam ter a mesma amplitude e ainda que o segundo movimento de uma tendência, costuma ser maior do que o primeiro, já que ocorre, como agora, não na expectativa como o primeiro mas na conhecida melhora da economia.

Gráfico 1 (escala em Reais indexado em dolar)

Em sendo igual ao primeiro movimento de alta, esse segundo movimento iniciado em maio 2006 está nos levando, para os R$ 49.000 ou, no dolar de ontem, US$23.000 (*)

(*) - Nota do autor: Devido ao fato de que o gráfico mencionado é corrigido pelo Dólar Comercial, o valor de 49.000 da previsão acima refere-se às cotações de hoje dessa moeda. Caso o Dólar suba, esse valor irá subir e vice-versa. A curva do gráfico acima entretanto ficará inalterada mudando apenas os valores da escala.

A análise está portanto intacta (Gráfico 2), o Índice Bovespa já subiu 60% (de 2/08/2005 a ontem) e deverá subir mais 25% a partir do fechamento de ontem em minha opinião. Quanto ao prazo, que havia tentativamente previsto para o início de 2006, pode-se notar no gráfico 2 que a inclinação da tendência do segundo movimento está mais branda do que a do primeiro, provavelmente motivada pelos problemas políticos que em minha opinião "seguraram" um pouco este segundo movimento de alta mas no final das contas o prazo em que devemos chegar lá alterou muito pouco, coforme abaixo:

Gráfico 2 (escala em Reais indexado em dolar)

O fator tempo. Quando chegará lá?

Em termos de prazo, ninguém melhor do que o próprio Índice Bovespa para nos dizer como ele tem oscilado ultimamente, para que possamos ter idéia de como irá oscilar daqui para frente.

No gráfico 2 acima pegamos a história regressa do Bovespa bem próxima que está marcada com uma linha verde e que foi a oscilação correspondente ao final da alta do primeiro movimento ocorrida no final de 2003. No mesmo gráfico 2, projetamos esta alta a partir do final da última acumulação, de modo que as duas retas verdes claras são idênticas pois significam uma mesma variação percentual, num mesmo período de tempo.

No gráfico 3 abaixo vemos a reta verde projetando o que seria a oscilação futura do Índice Bovespa caso o final deste segundo movimento fosse idêntico ao do primeiro movimento e podemos constatar que chegaríamos aos 49.000 pontos no final da reta vermelha. Olhando em baixo no gráfico 3 vemos que a reta vermelha projetada a partir de primeiro de março de 2005 avança até começo de abril que é quando acreditamos que os 49.000 pontos deverão ser atingidos ou seja em meados do próximo mes de abril.

Para os que acreditam que a reta verde clara que usei para projetar o futuro é muito otimista, observem o gráfico 1 onde podem ser encontradas mais de 50 oscilações iguais a da reta verde. Isto nos mostra que a reta verde é uma aposta bem conservadora, já que retrata exatamente a maneira como o Índice Bovespa tem oscilado, com uma frequência enorme, nos últimos 15 anos.

Gráfico 3 (escala em Reais indexado em dolar)

Bom primeiro semestre e boa sorte!

Voltarei quando tivermos novos importantes fatores técnicos e com certeza, se Deus quiser, quando achar que chegamos no topo deste segundo movimento.

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da
Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).

O Índice Bovespa à vista deve subir 100% até início de 2006!

A análise
Após o rompimento da importantíssima resistência ocorrido hoje, o Índice Bovespa deverá ter uma alta expressiva devendo chegar ao nível de US$ 23.000,00 no início de 2006. Este valor equivale hoje, com base na taxa de 2,40 Reais por Dólar à R$ 55.000,00 (*), significando uma variação de pouco mais de 100%.

Uma boa análise técnica começa com o gráfico de longo prazo (o mais longo possível), para que possamos entender as tendências primárias do ativo para o qual se quer prever o comportamento futuro dos preços, e assim sendo, vamos analisar inicialmente a Figura 1 onde está plotado um gráfico diário do Índice Bovespa, indexado (trazido a valor presente) com base no dólar comercial e em escala logarítmica.

Por que o gráfico em dólar?
O gráfico indexado em dólar é utilizado para a análise uma vez que o autor acredita que no longo prazo principalmente (no curto prazo não faz tanta diferença) as tendências se comportam de maneira muito mais harmônica, ou seja, se comportam de maneira tecnicamente mais ortodoxa tornando-se mais fáceis de serem analisadas, do que num gráfico sem indexação. Ademais, como é sabido, 30% do mercado é composto de estrangeiros que logicamente pensam em dólares e dos restantes 70% existem muitos participantes que também pensam em dólares, mas isto é apenas uma explicação para o fato importante de que os gráficos ficam muito mais harmônicos.

No gráfico abaixo extraído de um terminal Enfoque, os preços são retratados desde 1990 e mostram:

  • a tendência de alta iniciada em 1991 e terminada com a crise da Ásia em julho de 1997.
  • um longo período de baixas do topo de 1997 ao fundo de 2002 - entremeado com uma alta iniciada com a desvalorização do Real em 1999 e terminada com o estouro da bolha da Internet em março de 2000
  • uma tendência de alta iniciada em outubro de 2002 que está no seu segundo movimento de alta.

A análise do longo prazo (passado) e o novo ciclo de alta
A primeira análise importante que podemos fazer no gráfico da
Figura 1 é a de que ocorreu um ciclo de alta de 1991 a 1997 com 3 movimentos de alta e um ciclo de baixa de 1997 até 2002 com dois movimentos de baixa. Estes dois ciclos se encaixam com uma perfeição impar na Teoria das Ondas de Elliott e nos conceitos de Charles Dow e R.N. Elliott, dois baluartes da Análise Técnica.

Tanto Dow como Elliott concordam e o autor também, que um movimento principal de alta tem geralmente 3 movimentos impulsivos (no sentido da tendência), que são as ondas 1 a 5 de Elliott que podemos facilmente constatar na tendência de 1991 a 1997. Já os movimentos principais de baixa são compostos de dois movimentos para baixo entremeados por um movimento para cima, são as ondas A, B e C de Elliott que também podemos constatar na baixa de 1997 a 2002. Desta forma podemos entender o movimento todo, de 1991 a 2002, como tendo sido um ciclo completo de Elliott que contém as oito ondas I, II, III, IV, V, A, B e C.

Assim sendo temos o cenário para que possa começar um novo ciclo, que é o que acreditamos está ocorrendo, já desde a nossa última análise de Março de 2004. Neste novo ciclo, já tivemos o primeiro movimento de alta, de Outubro de 2002 a Janeiro de 2004, que corresponde à onda 1 de Elliott, seguido por um movimento de baixa de Janeiro de 2004 até Maio de 2004 que corresponde à onda 2 e agora estamos no segundo movimento de alta que corresponde à onda 3.

Quero declarar que não uso a teoria das ondas de Elliott para prever e sim como complemento de minhas análises, no sentido de classificar as tendências acontecidas de modo a ter uma idéia de onde nos encontramos em termos da tendência de longo prazo, na atualidade.

Até onde irá este segundo movimento de alta que corresponde à onda 3 do atual ciclo
Olhando o Gráfico 1 abaixo podemos constatar visualmente, que o primeiro movimento de alta deste que acreditamos ser um novo ciclo, correspondente à onda 1 (Out/2002 a Jan/2004) tem amplitude bastante semelhante aos movimentos de alta da tendência de 1991 a 1997. Sabe por que? Porque o Índice Bovespa costuma ter movimentos de alta com esta amplitude conforme nos mostra a sua história regressa espelhada no gráfico abaixo.

Gráfico 1 (escala em Reais)
(*) - Nota do autor: Devido ao fato de que o gráfico mencionado é corrigido pelo Dólar Comercial, o valor de 55.000 da previsão acima refere-se às cotações de hoje dessa moeda. Caso o Dólar suba, esse valor irá subir e vice-versa. A curva do gráfico acima entretanto ficará inalterada mudando apenas os valores da escala. Para uma melhor compreensão, note por exemplo no gráfico acima, o fundo do final de 2002 que está hoje a 5.00. Esse é seu valor real em dólares com base na cotação de hoje, pois seu valor nominal (aquele que foi publicado no jornal em outubro de 2002) de 8.370, quando da elaboração do gráfico, foi dividido pelo Dólar do dia 16/10/2002 (3,92) e multiplicado pelo fechamento do Dólar comercial de hoje ou melhor, do último pregão que foi ontem 01/08/2005 (2,369). O valor abaixou dos 8.370 nominais para os 5058,30 reais, porque dividimos essa cotação do Índice Bovespa do passado, por um valor maior (3,92) e multiplicamos por um valor menor (2,902). Se o dólar tivesse subido neste período ao invés de ter baixado, o valor nominal de 8370 teria subido proporcionalmente. Esta é a maneira de corrigir um gráfico em dólar mantendo a escala em Reais. A outra maneira de corrigir um gráfico com a cotação do dólar é dividir todas as cotações pelo dólar do dia quando então a escala ficará em dólares. Os Gráficos 2, 3 e 4, têm sua escala em dólar.

O fato é que não temos porque acreditar que o segundo movimento de alta deste novo ciclo, o que começou em Maio de 2004 e que acreditamos será a onda III deste novo ciclo, será menor em amplitude do que o movimento que o precedeu (Out/2002 a Jan/2004). Falando um pouco dos fundamentos, devemos lembrar, que o primeiro movimento aconteceu com a expectativa de que o presidente Lula faria um bom governo no que diz respeito à Bolsa de Valores. Leia-se Economicamente! Já o segundo movimento está ocorrendo quando já se sabe que a economia tem sólidas bases como temos podido constatar com os constantes índices econômicos publicados e ainda os comentários do FMI e do presidente do Banco Central.

Tecnicamente falando, temos a favor desta hipótese o fato de que geralmente, conforme atesta a teoria de Elliott e pode-se constatar facilmente, numa observação de gráficos históricos, o segundo movimento de alta de uma tendência (a onda 3) é geralmente maior do que a primeira onda e muitas vezes maior que o terceiro movimento de alta (onda 5). Sim, porque a primeira onda é aquela em que o exército dos comprados ainda está ressentido de ter apanhado tanto na tendência de baixa anterior. Já no segundo movimento os comprados estão muito mais confiantes.

O Triângulo Ascendente
Outro aspecto que pode ser constatado no gráfico abaixo e que indica que o atual movimento de alta ainda tem muito para subir, é o fato de que formou-se nos últimos 6 meses uma acumulação que tem características de Triângulo Ascendente e que costuma dar continuidade ao movimento que o precedeu (de alta). Um outro Triângulo Ascendente com características muito parecidas com este ocorreu em 1996 no final da onda V do ciclo 1991/1997 conforme o destaque no
Gráfico 1 . Observe o que ocorreu após o rompimento do Triângulo de 1996. Os preços subiram violentamente. É exatamente isso que acredito deverá ocorrer no Índice Bovespa a partir de agora, uma grande e última alta nos moldes da que ocorreu após o Triângulo de 1996 ou ainda, observando o passado mais recente do Índice, igual ou parecida à que ocorreu no final de 2003. Está alta deverá preceder uma correção mais acentuada do Índice Bovespa mas até lá, deveremos ter uma alta de pouco mais de 100% conforme já afirmei acima.

O novo ciclo de alta e suas tendências secundárias
No
Gráfico 2 abaixo, podemos observar melhor o primeiro movimento de alta da Tendência de Alta de Longo prazo atual, iniciada em Out/2002 que foi composto por 5 ondas secundárias de alta (1, 2, 3, 4 e 5) compondo a primeira onda primária (onda 1) de alta que precedeu as três ondas do movimento corretivo que compôs a onda 2. O fato da resistência do Triângulo Ascendente ter sido rompida hoje conforme iremos constatar com mais detalhe no Gráfico 3, confirma a análise de que a onda 3 deste novo ciclo ainda não terminou. Deveremos ainda ter a onda 5 (secundária) para terminarmos a onda 3.

É muito importante também o fato que a resistência do Triângulo Ascendente coincide com o topo da Bolha do Nasdaq constituindo-se numa resistência "nota 10", que só consegue ser rompida se os comprados estão muito, muito fortes. O pregão de hoje "falou alto" para o Analista Técnico, no sentido que os comprados estão de fato muito fortes. Outro aspecto que para bom "entendedor de fundamentos" é também bastante esclarecedor no sentido da força dos comprados, é o fato que o mercado não deu nem bola para a crise política que o Brasil vive neste momento com o depoimento do Deputado José Dirceu no Conselho de Ética coincidindo com o mercado rompendo está tremenda resistência do Triângulo Ascendente. Perceba a força dos comprados. Não fosse para "tomar o rumo", não acredito que haveria força suficiente para romper tão importante resistência.

Gráfico 2 (escala em reais)
Os bastidores do Triângulo Ascendente e seu rompimento
Note que no Triângulo Ascendente (Gráfico 3), o exército dos comprados vai ficando paulatinamente mais agressivo do que o dos vendidos que estavam vendendo sempre a US$11000 (na taxa de hoje R$ 26.000). Os comprados por sua vez entraram comprando inicialmente a US$ 8700, depois a US$ 9400, a US$ 9700 e finalmente a US$ 10000. Eles estavam indo cada vez com mais "sede ao pote". Ora, hoje os vendidos perceberam isto e passaram a só vender a níveis mais altos. Os comprados acompanharam e a resistência foi rompida.É importante notar que logo acima da resistência os comprados não terão mais que duelar com as ordens de venda que estavam logo abaixo da resistência do Triângulo Ascendente e por outro lado, terão a ajuda de centenas de ordens de stop (das posições dos vendidos) que ou estão já colocadas nos sistemas de "Trade" online ou estarão pipocando como a "ascender luzinhas" na cabeça dos participantes do mercado que nos últimos 6 meses observaram os preços baterem 4 vezes nos US$ 11000 e caírem 14%, 12%, 11% e 8%. Desta vez os preços não caíram, estão acima da resistência. Ora bolas pois acho que então vão subir, é o que irão pensar muitos dos investidores no meu entender.Após o rompimento de um Triângulo Ascendente portanto, com a ausência das ordens de venda que estavam abaixo da resistência e ainda as ordens de stop que devem estar logo acima da mesma, junta-se "a fome com a vontade de comer" e os preços geralmente partem em disparada. O aumento do volume que já começou hoje e que deverá continuar a subir nos próximos dias confirma esta análise e logo colocará os comprados numa posição de terem muito lucro no papel que então irá provocar um processo de realização de lucro com a formação de uma Bandeira, que é o "acidente técnico" natural que acontece logo após os Triângulos Ascendentes. Vale notar que geralmente forma-se duas Bandeiras que é o que basta para os mais desconfiados realizarem seus lucros. Após duas bandeiras os preços costumam ter uma alta mais acentuada conforme ocorreu no final de 1996 após o Triângulo Ascendente mencionado acima.

O objetivo do Triângulo Ascendente
O Triângulo Ascendente após sua confirmação que acredito ocorreu hoje, projeta um objetivo inicial que é igual à sua altura, conforme destacado em azul no
Gráfico 3 abaixo. Este objetivo é considerado como sendo dos mais precisos da análise técnica e os preços muitas vezes atingem rapidamente este objetivo onde geralmente ocorrem Bandeiras ou Retângulos antes dos preços partirem para seu objetivo de longo prazo, razão pela qual acredito que o nível de 13.500/14.000 em dólares deverá oferecer resistência. Vale dizer que o nível de US$ 12972 corresponde ao topo da crise da Ásia (lembrando que é em dólares) e deverá também oferecer resistência já que da última vez que este nível foi atingido o Índice Bovespa caiu inicialmente em torno de 75% (Crise da Ásia mais crise da Rússia), ainda que já se vão quase 8 anos que isto aconteceu.

Gráfico 3 (escala em dólares)

O fator tempo. Quando chegará lá?
As previsões da análise técnica, como a de alta de 100% de alta que ela nos proporcionou acima, geralmente são tão grandes e fartas, que os analistas não se aventuram a imaginar, quando os níveis previstos serão atingidos. Não vejo porque, entretanto, não se possa utilizar o passado recente do Ibovespa para tentar entender o que, digamos assim, é possível de acontecer no futuro. Para tal vamos imaginar que após o rompimento do Triângulo Ascendente os preços repitam o que fizeram a partir de agosto de 2003 (reta verde), até janeiro de 2004. Note que a coincidência destas datas com as atuais não implica necessariamente nada em termos de sazonalidade do Ibovespa, sendo apenas uma simples coincidência.O fato é que se o Índice Bovespa pôde ter um comportamento como este no primeiro movimento de alta, ele tem ainda mais razões para repetí-lo agora que se encontra neste segundo movimento de alta. Bem, continuando nosso pequeno exercício de futurologia ou como digo em meus cursos, "análise técnica de padaria", caso este comportamento se repita (eu acredito que pode ser ainda mais agressivo) acontecerá no futuro o que está indicado na reta verde (cópia fiel da anterior) que se estende para o futuro a partir de hoje quando acredito que foi confirmado o rompimento do Triângulo Ascendente.A reta verde encontra o objetivo de alta de US$ 23.000 (ou R$ 55.000,00, com base na taxa de 2,40 Reais por Dólar) em qual data futura?
Bem, o
Terminal Enfoque ainda não tem implantado o recurso (em breve terá) de projetar as datas futuras na escala de tempo, mas com a reta horizontal vermelha resolvemos este problema.
Veja abaixo uma reta horizontal vermelha idêntica à de cima que começa em agosto (2004) ela termina em janeiro, nos levando a crer que o objetivo de alta que estou projetando, poderá ser atingido no início de 2006

Vale notar que quando se captura a reta verde usando o recurso disponível no terminal Enfoque, constata-se que este tipo de comportamento agressivo de alta é bastante comum no Índice Bovespa, tendo ocorrido diversas vezes no passado recente, como se pode também observar no Gráfico 1.

Gráfico 4 (escala em dólares)

Armadilha para comprados?
É claro que a análise acima pode estar errada e que os preços podem voltar para dentro do Triângulo Ascendente. Quando nos propomos a prever o comportamento futuro dos preços, temos que lembrar que estamos lidando com o imponderável pois muitas coisas podem acontecer. Se de fato o rompimento ocorrido hoje não se confirmar amanhã ou nos próximos dias e os preços caírem ao invés de subir estaremos diante de um quadro bastante baixista já que após terem a faca e o queijo nas mãos os comprados terão falhado em dar continuidade à alta e isto é muito baixista. Esta possibilidade entretanto é bastante remota na minha opinião, dado o rompimento significativo ocorrido no pregão de hoje conforme se observa no Gráfico 3 acima.

Devemos ter em conta também que esta análise como toda e qualquer análise técnica ou fundamental, leva em conta o conjunto de fatores fundamentais que está afetando o mercado de ações Brasileiro no momento. Caso este cenário seja modificado, com mudanças na macroeconomia Brasileira para citar apenas uma dentre muitas possibilidades, está análise, assim como todas as outras, terá que ser refeita.
Felizmente os fatores fundamentais não mudam a toda hora e no momento, a análise técnica está a nos dizer que eles estão favorecendo tremendamente o exercito dos Touros

Bom segundo semestre e boa sorte!

Voltarei quando tivermos novos importantes fatores técnicos.

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da
Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).

Bovespa - Vem aí uma correção mais acentuada

O Índice bovespa deverá sofrer uma correção mais acentuada a partir de agora, devendo chegar aos 14.500 (*) pontos nos próximos meses, vejamos porque.
Para entender o comportamento atual do mercado, é muito útil ter à mão o histórico de longo prazo deste ativo. Para tal iremos analisar um gráfico diário, indexado em dolar comercial e em escala logarítmica. No gráfico abaixo os preços são retratados desde 1990 e mostram:
  • a tendência de alta iniciada em 1991 e terminada com a crise da Asia em julho de 1997.
  • um longo período de baixas do topo de 1997 ao fundo de 2002 - entremeado com uma alta iniciada com a desvalorização do Real em 1999 e terminada com o estouro da bolha da Internet em março de 2000
  • uma tendência de alta iniciada em outubro de 2002.
Gráfico 1
(*) - Nota do autor: Devido ao fato de que o gráfico mencionado é corrigido pelo Dólar Comercial, o valor de 14.500 da previsão acima refere-se às cotações de hoje dessa moeda. Caso o Dólar suba, esse valor irá subir e vice versa. A curva do gráfico acima entretanto ficará inalterada mudando apenas os valores da escala. Para uma melhor compreensão, note por exemplo, o fundo (valor mínimo) de 16 de outubro de 2002 que está hoje a 6.088. Esse é seu valor real pois seu valor nominal (aquele que foi publicados no jornal em 17 de outubro de 2002) de 8.224, quando a elaboração do gráfico, foi dividido pelo Dólar do dia 16/10/2002 (3,92) e multiplicado pelo fechamento do Dólar comercial de hoje ou do último pregão que foi sexta feira passada (2,902). O valor abaixou dos 8.224 nominais para os 6.088 reais (trazido a valor presente pelo Dólar), porque dividimos essa cotação do Índice Bovespa do passado, por um valor maior (3,92) e multiplicamos por um valor menor (2,902).
A primeira análise importante que podemos fazer no gráfico 1 diz respeito à atual tendência de alta (iniciada em outubro de 2002).
Será ela o início de um novo período de alta como o que tivemos de 1991 a 1997 ou será apenas uma reação da tendência de baixa iniciada em 1997?
Apesar de que a reta de resistência (em preto) que passa nos topos de 1997, 2000 e 2004 do gráfico 1, ainda não foi rompida, temos uma análise bastante convincente de que os preços escaparam da tendência de baixa iniciada em 1997 que é o fato de que os preços corrigiram bem mais do que o esperado para uma correção (de 38 a 62%) do total da baixa. Para constatar esses valores oriundos da série de números fibonacci estão marcadas no gráfico 1 linhas horizontais verdes que mostram os percentuais de retração de 38, 50 e 62% de retração da tendência de baixa. Constata-se facilmente que se fosse um reação da tendência de baixa, a alta deveria ter parado no primeiro (38%), no segundo (50%) ou no terceiro (62%) fatores de correção fibonacci em relação à amplitude da alta, o que não aconteceu e nos leva a crer que a tendência iniciada em outubro de 2002 é uma nova tendência de alta e não, apenas uma reação da velha tendência de baixa.
Bom para o Brasil!
Muito bem, até onde irá essa tendência?
Um analista técnico tem todo o direito de imaginar que essa tendência poderá ser aproximadamente igual em amplitude à tendência que precedeu (91-97) mas vamos colocar os pés no chão e nos ater ao futuro mais próximo.
A tendência iniciada em 2002 já tem uma amplitude comparável àquela dos movimentos de alta da tendência 92-97 e portanto podemos começar a imaginar que ela pode ter terminado.
Outro aspecto que leva a essa conclusão é a constatação de que a tendência de 2002 já teve 3 movimentos de alta.
A esse respeito, vamos voltar para os primórdios da análise técnica e os conceitos de Charles Dow e R.N. Elliott, dois baluartes da Análise Técnica. Ambos concordam e o autor também, que um movimento principal de alta tem geralmente 3 movimentos impulsivos (no sentido da tendência) entremeados por dois movimentos corretivos. São as ondas 1 a 5 de Elliott. Já os movimentos principais de baixa são compostos de dois movimentos para baixo entremeado por um movimento para cima, são as ondas A, B e C de Elliott.
Veja como esses movimentos ou ondas ocorreram de maneira totalmente ortodoxa na grande tendência de alta de 1991 a 1997 e na tendência de baixa de 97 a 2002, no gráfico 2.

Gráfico 2
Já o gráfico 3 abaixo que ilustra apenas a tendência de alta de 2002 mostra que os preços já fizeram 3 movimentos de alta (ondas 1 a 5) exatamente como se poderia esperar que fizessem. Os dois primeiros movimentos de alta (ondas 1 e 3) que ocorreram na expectativa da melhora da economia foram de amplitude (variação % por se tratar de escala logarítmica) quase idêntica enquanto que o terceiro movimento (onda 5) que ocorreu depois da conhecida melhora da economia, com os juros já caindo e a mídia "dando uma forcinha" para a alta, foi de amplitude consideravelmente maior que os dois primeiros, exatamente como costuma acontecer nas tendências.
Não se pode afirmar que não haverá mais um movimento de alta mas o fato de já terem ocorrido 3 movimentos de alta, permite ao analista técnico que ele procure por indícios de reversão da atual tendência que é exatamente o que tenho feito desde que o topo de janeiro foi se delineando.
O fato é que 3 movimentos de alta são mais do que suficientes para tirar o mercado de uma situação de sub valorização para uma situação de super valorização ainda que momentânea, que passa a requerer pelo menos uma correção para um valor mais baixo antes que os preços voltem a subir, como acho que vai ocorrer com o Bovespa após essa queda que acho que está se iniciando.

Gráfico 3
No gráfico 4 podemos perceber várias evidências de que a atual tendência está se revertendo.
Em primeiro lugar tivemos fundos consecutivamente mais baixos o que coloca os preços numa tendência de baixa ainda que de curto prazo. Note-se que em momento nenhum da tendência, desde 2002, tivemos uma situação comparável a essa, que nos mostra que a força de compra, os Touros, estão perdendo a força.
Após o topo de janeiro, os preços se acumulam numa formação que tem características de retângulo e que costuma dar continuidade ao movimento que a precedeu (movimento de baixa do topo até o suporte a 21.000) e portanto deverá resultar na quebra do suporte aos 21.000 com os preços caindo rapidamente para o objetivo do retângulo a 18.500, exatamente onde houve uma acumulação na alta entre outubro e novembro de 2003 que mostrou ser um triângulo ascendente.
Ao analisar o retângulo pode-se observar que as quedas são muito mais fortes do que as altas dentro dessa formação que confirma a perda de força ou exaustão dos comprados e mostra também o aumento da força dos vendidos.
Finalmente temos a acumulação dos últimos 8 dias que tem características de bandeira de baixa que significa apenas a ação de uma força artificial de compra segurando os preços. A força é artificial pois é composta por indivíduos que compram, não necessariamente por acreditarem que vai subir, mas apenas porque caiu muito. Assim que é sanada a necessidade desses "caçadores de barganhas" ou adivinhadores de fundo, a pressão de venda principal deverá ser retomada com o rompimento da bandeira para baixo e os preços possivelmente rompendo o importante suporte a 21.000.

Gráfico 4
A última pergunta que se pode fazer é até onde irão os preços se a tendência for de fato revertida com o rompimento do suporte a 21.000 coincidindo com o rompimento da reta suporte?
A reta suporte mostra que o "timoneiro" dessa alta de 2002~2004, que é a massa de indivíduos que opera na bovespa, respeitou o rumo da reta, navegando acima da mesma durante 1ano e cinco meses. Quando o analista técnico vir os preços abaixo da reta entenderá que o "timoneiro" está dando um recado para ele de que não está mais respeitando a reta. Bem, depois de uma tendência com 3 movimentos de alta, o "timoneiro" costuma assumir um rumo inverso ao anterior e as chances são que uma tendência de baixa se estabeleça e leve os preços para....?
Bem, uma área bastante estudada da análise técnica diz respeito a essa pergunta e a resposta é que os preços costumam corrigir de 38 a 60% da amplitude da alta anterior. Como estamos analisando a alta iniciada em 2002 então as linhas horizontais azuis dos gráfico1,2,3 e 4 acima mostram onde os preços chegarão se corrigirem 38% da amplitude da alta - 14,700. (Veja a nota do autor em azul acima)
Para os que não acreditam que uma correção dessa monta possa ocorrer vale a pena dar uma olhada no passado recente do Ibobespa, mais precisamente na tendência de 1991~1997 onde as amplitudes do primeiro (91a 92) e segundo (92 a 94) movimentos da tendência de alta, estão marcadas com linhas roxa e preta respectivamente no gráfico 1. Note que após esses movimentos, o mercado sofreu correções de mais de 38% ambas as vezes. Após o terceiro movimento ou onda 5, (95 a 97) o Ibovespa corrigiu muito mais do que 38% porque na verdade a tendência de alta de 6 anos foi revertida. Quando os preços chegaram em 6.000 haviam corrigido pouco mais do que 50% da amplitude da tendência iniciada em 1991 e terminada em 1997.
Sim! Os mercados corrigem de 38 a 62% da amplitude de uma tendência de alta ou de baixa quando essa tendência é revertida e temos todos os ingridientes para esperar que ocorra agora uma correção desse porte no bovespa.
No nosso caso, levando em conta a inclinação da atual tendência de alta e a das correções passadas, acho que em se confirmando a análise acima o mercado poderá sofrer a correção mencionada, nos próximos 3 meses e poderá voltar a subir a partir do próximo semestre. Não se pode descartar entretanto que a correção seja maior do que 38% quando então teríamos que esperar um pouco mais por um novo ciclo de altas.
A confirmação da análise acima virá com o rompimento do suporte a 21000 e a quebra da reta resistência. Caso o suporte a 21.000 não seja rompido e os preços rompam a resistência do retângulo acima, essa análise estará anulada ainda que temporariamente e os preços poderiam no mínimo testar novamente o topo principal.
Boa sorte!


Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da
Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).