Estatísticas apontam para queda iminente na Bovespa
Estatísticas apontam para queda iminente na Bovespa
A afirmação do analista técnico, Fausto de Arruda Botelho, foi baseada no desempenho do Ibovespa nos últimos 44 anos. Acompanhe o histórico no gráfico e tabela.
Por Camila Rocha*O principal índice da bolsa paulista (Bovespa) está em seu 33º movimento de alta e na iminência de sofrer uma correção. A análise toma por base oscilações maiores que 40% e revela que, desde 1963, o índice passou por 33 períodos de alta contra 30 períodos de baixa. Sobre a observação do comportamento do Ibovespa, Botelho destaca “Podemos concluir que nos últimos 44 anos tivemos um número de baixas bem parecido com o de altas. Isso mostra que vale a pena pensar em assumir posições de venda já que as oscilações de baixa ocorrem tanto quanto as oscilações de alta”.O estudo conclui, entretanto, que as altas têm sido bem mais poderosas do que as baixas, já que duram mais tempo (290 dias em média de avanço contra 208 dias em média de recuo). Além disso, as altas provocam oscilações bem maiores (249% em média) do que as baixas (53% em média). Veja na tabela:
Movimentos de altas e baixas do Ibovespa desde 1963
O movimento atual, no entanto, já supera as médias de duração e intensidade detectadas por Botelho nestes 44 anos de negociações em bolsa no Brasil. Iniciada em 16 de outubro de 2002 e ainda se desenrolando, a alta já atinge variação de 1662%, com base no último topo de 31/10/2007, bem acima dos 249% que em média os demais movimentos ascendentes alcançaram. Quanto ao tempo de duração, Botelho comenta, “o que preocupa por outro lado é que o último movimento de alta já está durando, com base no último topo de 31/10/2007, 1.841 dias enquanto a média de um movimento de alta, antes que ocorra uma baixa de pelo menos 40%, é de 290 dias”, explica Botelho.Em termos de comparação, a maior oscilação do Ibovespa foi registrada entre 1967 e 1971, quando subiu 1.895%. Este movimento durou 1.637 dias e foi seguido de uma correção de 66% (queda que durou cerca de dois anos).Segundo Botelho, este último movimento do Ibovespa é, portanto, totalmente inusitado e sem precedentes no quesito duração, além de ser o segundo no quesito variação percentual. Temos dessa forma, ingredientes mais do que necessários para que se inicie uma nova oscilação de baixa de mais de 40%. Como a média das últimas 30 correções de baixa (maiores do que 40%) foi de 53%, somos levados a crer que a próxima será no mínimo da mesma amplitude, já que a alta que a precede foi recorde.Conclusão: “Continue apostando nas compras, já que a tendência é de alta e só irá terminar quando reverter, pense em aprender a vender ações através do processo de aluguel e não esqueça de colocar suas ordens de stops, pois a alta atual está estatisticamente bastante esticada e pode reverter a qualquer momento”, afirma o analista. Observe no gráfico do Ibovespa a última reta de alta do índice:
Gráfico diário do Ibovespa indexado ao dólar em escala logarítmica.
Análise Bovespa & EUA
O IBovespa está com um potencial de baixa muito grande. Essa queda que deve ser de mais de 50% conforme mostra o estudo anexo, deverá acontecer assim que os mercados americanos romperem os atuais níveis de suporte. Isso é no meu entender uma questão de tempo.
Para baixar o estudo anexo clique aqui.
Analista: Fausto de Arruda Botelho
Um dos únicos fatores comuns a todas as bolhas especulativas foi o fato de que no topo dos mercados ou quando eles começaram a cair, não havia sobrado nenhum analista sério prevendo a queda pois todos já haviam ficado pelo caminho. Eu fui um dos que previu a queda dos mercados em julho do ano passado. Tivemos sim a baixa do Sub prime mas em seguida, a Bolsa subiu mais de 100% (em dólar), até 30 de maio passado. Nesse momento em que enxergo uma capotagem dos mercados mundiais ocorrendo em câmera-lenta, não quero me omitir.
O estudo anexo em slides mostra que estamos diante da maior alta da história conhecida da Bolsa Brasileira de ações, desde 1963, tanto no quesito “tempo de duração”, como no de “variação percentual”. Talvez por esse motivo, eu e muitos outros analistas estivemos prevendo antecipadamente a virada dos preços.
Da minha parte, o que eu achava nas análises que tenho feito desde julho do ano passado sobre a baixa, agora eu acho com uma convicção ainda maior.
No meu entender, estamos na beira do precipício. N. York está prestes a ter uma queda muito grande já que a reta suporte do S&P de 25 anos foi rompida na semana passada. Agora só falta o rompimento do suporte a 1257 (SP500 cash), testado hoje e destacado no gráfico, para que os preços caiam uns 15% rapidamente, e depois muito mais.
Se isso ocorrer como acredito, o IBovespa teria que rever os seus planos de “Decoupling” do S&P que na minha visão é quem manda no mundo e ainda continuará a mandar por muito tempo.
Neste momento, tomando como base o fundo do pânico inicial do Sub-Prime ocorrido em 16 de agosto de 2007, se fosse para ocorrer o “Acoplamento” de novo, o Bovespa precisaria cair aproximadamente 46%, só para chegar a esse fundo. Como o S&P já teria caído mais outros tantos 15 a 20%, teríamos uma queda de aproximadamente 60% por aqui que acho está também na iminência de acontecer. De qualquer maneira o potencial de acontecer está aí, armado como um gatilho no meu entender. Poucos, aqui no Brasil, se dão conta disso.
Agora, definitivamente, não é a hora de se estar nos mercados de ações sem um seguro “contra incêndio” ou seja sem a proteção de ordens de stop.
Seguem abaixo, alguns gráficos que ilustram a análise acima:
Esse primeiro gráfico mostra como os Americanos vêm o Dow Jones, sem indexar e numa grande tendência de alta desde o fundo de 1929, com apenas uma grande acumulação de 16 anos entre 1966 e 1982.
Note que a reta suporte foi rompida, o suporte foi penetrado sugerindo teste da reta suporte de Longo prazo.
Na verdade, quando olhamos o gráfico indexado em CPI ( Índice de Inflação americano - Consumer Price Index) vemos uma perspectiva muito mais realista e que sugere, na minha visão, que uma grande correção no Dow Jones é iminente.
Os americanos não entendem de inflação (por enquanto) e conseqüentemente não indexam os seus gráficos. No Google, procurando imagens você só achará gráficos como esse acima. Terá que procurar muito para achar um gráfico como o abaixo, que desconta a inflação americana.
Note o que ocorre na acumulação de 1966 a 1982 mostrada no gráfico de cima. Ela vira uma tendência de baixa de proporções comparáveis a 1929 (gráfico de baixo) e mostra que o fundo do poço foi em 1982 e que desde então, estamos na atual tendência de alta.
São 25 anos de tendência de alta. Nunca imaginei que iria trabalhar com uma reta suporte de 25 anos, mas aí está ela. Rompida!
Isso em análise técnica significa que a tendência de alta foi revertida e que agora teremos uma tendência de baixa. Próxima parada, no meu entender, o fundo de 2002/2003 a 9.000 pontos.
Detalhe do mesmo gráfico no curto prazo. A reta azul inclinada é a reta suporte de 25 anos. Como vimos acima entretanto, os americanos não estão vendo esse gráfico.
Veja agora o S&P que o Americano está vendo ou seja sem indexação. Abaixo do suporte a 1270 / 1260 têm ordens de stop do mundo todo. Por isso acho que estamos na beira do precipício. Se romper esse nível acho que vai dar um mal estar nos USA que vai respingar no mundo todo. Para mim o rompimento desse suporte com a conseqüente queda é iminente e será o fator que irá detonar a queda mais forte do Índice Bovespa.
Mesmo gráfico mostrando o nível de suporte do S&P em 1257. Sugere que a reta suporte já rompida no Dow Jones pode ter sido rompida no S&P igualmente.
Enquanto isso a Bovespa, está na reta guia desse canal de alta cinqüentenário. Veja que interessante as correlações entre os fundos e topos. Neste endereço você encontra esse gráfico abaixo em Flash atualizado, mostrando todos os eventos importantes ocorridos desde 1963 e pode inclusive baixar para o seu computador.
No momento o Ibovespa testa a reta suporte de médio prazo da tendência iniciada com o Lula e parece que está caminhando para testar a reta de longo prazo
tem que cair quase 50% para chegar no fundo do subprime, a 36.000 conforme mostra o gráfico abaixo (Indexado em Dolar)
Agora veja como estão a China e a India, os outros componentes do BRIC. A China está em tendência de baixa há meses e bem abaixo do fundo do Subprime e a India está muito próximo do fundo do Subprime.
A India está a 2,2% acima do fundo do Subprime. Acho que ela é o Brasil de amanhã.
Na apresentação de slides anexa está a razão estatística pela qual acredito que o Bovespa está na iminência de cair uns 60%
Para baixar o estudo anexo clique aqui
Saudações e bons trades.
Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).
Análise Bovespa
A Onda III da tendência de alta iniciada em outubro de 2002 está em seu último movimento de alta, após o qual é provável uma correção acentuada para a faixa de proporções fibonacci. O S&P futuro deu hoje uma indicação de baixa, que me leva a crer que esta correção já começou.
Em minhas duas últimas análises de julho de 2006 e dezembro de 2006, nas quais errei, pois previ uma baixa que ainda não ocorreu, eu havia imaginado que a Onda III (ou o segundo movimento de alta) da tendência de alta de longo prazo iniciada em outubro de 2002 tinha acabado e que teríamos uma correção mais acentuada. Na época eu estava com o canal que se vê na Figura 1 abaixo traçado no meu gráfico. O canal havia sido rompido e imaginei que o Ibovespa iria corrigir para dentro da faixa Fibonacci que na época começava em 27.000 pontos e que hoje, com a queda do dolar, está na faixa de 24.500 pontos.
Na ocasião mostrei que o bovespa tem sistematicamente feito correções de proporções Fibonacci, toda vez em que no passado (desde 1963) ele teve movimentos com as dimensões das atuais altas.
Como após o primeiro movimento de alta de outubro de
Faz pouco mais de um mês que tracei em meu gráfico do Ibovespa a reta mostrada no gráfico da Figura 2 que corresponde a uma nova realidade para mim e mantém minha análise de que deveremos ter uma correção mais acentuada num futuro próximo, se não já, como parece estar indicando a análise do S&P (aquele ao qual todos os mercados estão atrelados).
Figura 1 – Reta suporte com canal de alta inicial - errada
O que a reta traçada no gráfico da Figura 2 indica, juntamente com os segmentos verdes que mostram tres movimentos de alta com variação percentual idêntica, a partir de maio de 2004, é que ainda estamos na Onda III (segundo movimento de alta) da tendência inciada em outubro de 2002. Veja o grafico da tendência toda (outubro de 2002 até hoje) na Figura 3.
Em termos do médio prazo, estamos em meu entender, especificamente, na onda 5 da Onda III ou seja no último movimento de alta antes de uma correção do movimento iniciado em maio de 2004.
Ocorre que se o topo deste movimento já foi formado, como está indicando a análise do S&P abaixo, que motivou a elaboração deste relatório, a correção da Onda III deve levar o Ibovespa para dentro da faixa fibonacci (conforme mostrei em minha última análise) que se situa hoje no nível de 30.000 pontos. Sei que muitos ficarão chocados com este número, mas uma análise no gráfico da Figura 4 mostra que houve dezenas de precedentes iguais ou mostrando quedas ainda maiores.
Num momento em que a maioria dos agentes financeiros está extremamente otimista especialmente
O importante em meu entender é não descuidar do risco implícito nos mercados de renda variável e manter as posições sempre protegidas com ordens de stop. Não se pode esquecer nunca também que os mercados são soberanos e muitas vezes têm razões para seus movimentos que a grande maioria do público desconhece. Vale lembrar entretando que uma tendência de alta só termina quando é revertida e essa atual ainda não foi revertida. Eu apenas acho que existem chances de que ela esteja por ser revertida mas o S&P deve romper seu suporte a 1500 para que essa análise se confirme.
Figura 2 – Reta suporte da onda III, segundo minha análise atual
A Figura 3 abaixo mostra toda a tendência de alta de longo prazo inciada em outubro de 2002.
Figura 3 – A tendência toda desde out/2002
A Figura 4 abaixo mostra o gráfico mensal das ações brasileiras desde 1963. Veja como desta perspectiva a correção para dentro da faixa fibonacci (As 3 linhas verdes horizontais do meio) parece mais plausível. Seria uma correção parecida em amplitude (variação percentual) com as que ocorreram em 1994, também numa Onda III, da tendência de alta longo prazo ocorrida de
Figura 4 – A tendência secular da bolsa Brasileira de ações
A análise do S&P futuro cujos gráficos aparecem nas Figuras 5 e 6 mostra uma formação candlestick (Figura 6) chamada estrela da tarde que costuma ser um topo principal. Essa formação, se confirmada amanhã dia 11/07 com um candle negativo e especialmente se provocar o rompimento do importante suporte a 1500, estaria indicando a reversão da atual tendência de alta de curto prazo e possivelmente a de médio prazo também. Note também que o S&P está na parte de cima do canal em que tem se mantido desde o início de 2004.
Figura 5 – S&P Futuro
O S&P é o mercado que move o mundo. Hoje ele mostrou claramente que as forças de vendas ou os Ursos, após um longo período em que estiveram dominados pelos Touros, começaram a ficar mais fortes já que conseguiram fazer um fundo inferior ao último fundo e agora um topo inferior ao último topo que mostra ao mesmo tempo força dos vendidos e perda de força dos comprados. Essa situação é típica de um topo de mercado. Nos próximos dias isso irá (ou não) se confirmar.
Um fechamento acima de 1560 nos próximos dias, que acredito improvavel, anularia esta análise e teria conotação deveras altista. Por outro lado, um outro fechamento nas mínimas do dia amanhã confirmaria a análise acima e seria em meu entender o stopim da correção mais acentuada que acredito irá ocorrer.
O importante dessa análise em meu entender é que o Ibovespa tem um potencial de correção muito grande que poucos investidores tem conciência.
Figura 6 – S&P Futuro atualizado até 10/07/07
Quero mostrar ainda uma análise de longo prazo do Dow Jones que considero muito interessante para “pensar em casa”.
O Americano não tem cultura de inflação como nós Brasileiros e por isso, a maioria dos seus softwares de análise técnica, não fazem indexação nos gráficos. Assim, a Figura 7 abaixo mostra o gráfico diário do Dow Jones que os Americanos estão vendo. Nele, os preços estão em “mares nunca d’antes navegados” ou seja, bem acima do topo da bolha do Nasdaq ocorrido em 2000.
Figura 7
Na Figura 8 abaixo, entretanto, vemos o mesmo gráfico indexado pelo índice de inflação americano, o “CPI - Consumer Price Index”. Como se nota, na verdade quando se desconta a inflação, o Dow Jones ainda não rompeu o topo de 2000.
Figura 8
No gráfico abaixo indexamos o Dow Jones ao que podemos chamar de valor: Ouro! O resultado é uma tendência de baixa que se iniciou em agosto de 1999, ou seja, 5 meses antes do topo do Nasdaq. Do topo de 1999 ao fundo de 2006 o Dow Jones já perdeu 64%. Bem, como eu disse, esta é para pensar em casa. Eu já pensei bastante e acredito que este gráfico pode muito bem estar indicando o caminho futuro do Índice Dow Jones indexado em CPI.
Figura 9
Boa sorte nos mercados!
Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI |
Alerta Índice Bovespa
No curto prazo, a atual acumulação (últimas 9 barras) que está ocorrendo no gráfico diário do bovespa indexado em Dolar Comercial e com escala logarítmica, passou hoje a ter características nítidas de bandeira de baixa que sugere que o último fundo a 41.000 será rompido com o Ìndice bovespa caindo inicialmente, para seu próximo objetivo de baixa a 39.500/39.000.
No médio prazo, chamo a atenção para o fato de que nossa última análise publicada em 08/12/2006 continua intacta em nosso entender. Continuamos a acreditar que o Índice Bovespa está na onda 4 da tendência de alta iniciada em outubro de 2002 e mais especificamente, a partir do último dia 02/01/2007, na onda C desta onda 4, que deverá fazer os preços caírem em nosso entender, abaixo do último fundo a 30.000 (dolar de hoje), adentrando a faixa de correções proporcionais a fibonacci que começa em 27.000.
Esta queda da onda C, a julgar pela queda da onda A ocorrida em maio de 2006 quando o Bovespa caiu quase 30% em apenas 15 dias, deverá durar segundo a nossa análise atual, menos de 3 meses.
Lembro que, na análise que se encontra no link acima, demonstro que o Índice Bovespa (desde 1963), tem respeitado as proporções fibonacci, na esmagadora maioria das vezes em que corrige ou reage a um movimento definido, de proporções parecidas com a última alta (maio/2004 a maio/2006). Em reforço a esta tese está o fato de que na penúltima alta (out/2002 a jan/2004) a correção não respeitou as proporçòes fibonacci, o que aumenta substancialmente em nosso entender a possibilidade de que isso ocorra na atual correção.
Boa sorte nos mercados.
Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI |
Porque o IBovespa pode ir a 27.000 pontos antes de novas altas.
|
Desde o tempo em que eu fazia comentários de Análise Técnica nas Revistas Enfoque Gráfico - Commodities e Ações, lá pelos idos dos anos 80, os investidores (que eu prefiro chamar de especuladores), não gostavam quando eu dizia que a minha interpretação da análise técnica era a de que os preços iriam cair. Me lembro uma vez um cliente ligando para a Enfoque e dizendo que eu não sabia “o poder que tinha” pois eu dizia que ia cair e caia mesmo e que eu estava tirando dinheiro do bolso dele.
Eu tinha que explicar que o que eu fazia era apenas interpretar a maneira segundo a qual a análise técnica estava visualizando o conjunto de fatores fundamentais e ainda aqueles fatores que só eram do conhecimento dos chamados “insiders”, naquele momento. Eu na verdade não achava nada, procurava apenas interpretar os sinais que o Mercado estava dando nos gráficos. A Análise Técnica “arroz com feijão” que eu pratico, apenas tenta visualmente interpretar os sinais que a média de opiniões dos participantes do mercado está dando no momento. É como se fosse o próprio mercado comentando o que tem feito e o que deve fazer a seguir.
Minha formação inicial no mercado futuro de commodities fez com que eu me tornasse rapidamente um Trader pois nesses mercados a volatilidade é muito maior do que nos mercados de ações e os preços estão sempre ora subindo muito, ora caindo muito, de maneira que vender a descoberto se torna corriqueiro. Fico muito feliz de poder nos dias de hoje, vender ações a descoberto (sem ter as ações) através de uma Corretora, na Bovespa, com praticamente a mesma facilidade com que compro ações e ainda, o que é melhor, usando o home broker integrado no meu terminal Enfoque.
Para quem opera na Bolsa pensando estatisticamente que é como eu entendo ser a maneira correta, (do livro gratuíto O Método Enfoque de Operar nos Mercados), vender é uma necessidade pois quando se têm as chances a favor, torna-se necessário fazer o maior número possível de operações para que a estatística favorárel funcione, trabalhando a nosso favor. Assim sendo, para mim é exatamente igual quando nas “conversas” que tenho com o Bovespa, (que é o que eu faço quando “leio” os gráficos), meu diagnóstico é de alta ou de baixa. O importante para mim, é que ele continue oscilando, seja para cima ou para baixo.
Com relação à minha interpretação do momento referente à tendência de alta de longo prazo, iniciada em Outubro de 2002, de que o Índice Bovespa deve sofrer uma queda mais acentuada, antes de iniciar o último movimento de alta, podendo chegar inicialmente a 27.000 pontos, quero dizer que esta análise é baseada no fato de que técnicamente, enquanto os preços não romperem o último topo, estaremos numa onda corretiva que a Teoria de Elliott chamaria de onda 4 desta tendência iniciada em 2002. Analisando sob esse prisma, me parece que tivemos muita alta na onda 3 para pouca baixa na onda 4.
O que dá embasamento a essa análise é o proprio Bovespa (e o IBV de 63 a 68) que nos mostra, quando analisamos seu passado desde quando se consegue cotações, que ele respeita sim, na maioria das vezes em que tem um movimento definido, as proporções fibonacci, quando corrige ou reage a esses movimentos. Veja no Gráfico 1 abaixo, que mostra o Índice Bovespa indexado em dolar e com escala log, as ocorrências de proporções fibonacci nas correções e reações do mercado brasileiro de ações. As linhas horizontais são dispostas entre o fundo e o topo nos movientos de alta ou entre o topo e o fundo, nos movimentos de baixa e as linhas do meio representam as proporções fibonacci de 38,2%, 50% e 61,8%.
Pode-se verificar que no passado, a grande maioria das vezes em que tivemos um movimento definido (de alta ou de baixa), de proporções similares aos dois movimentos de alta que tivemos a partir de outubro de 2002, a correção ou reação que se seguiu entrou para dentro da faixa das proporções fibonacci e em muitas ocasiões não parou na primeira correção de 38,2%, seguiu até a de 61,8%. Ainda no Gráfico 1, note que as faixas marcadas em verde mostram os movimentos da tendência secundária enquanto que os marcados com as linhas vermelhas mostram os grandes movimentos das tendências primárias e ainda, os marcados em azul, mostram os movimentos da tendência primária atual (iniciada em outbro de 2002).
Gráfico 1
Com os preços neste momento, testando o nível do último topo, nível este, a partir do qual o Índice Bovespa sofreu uma queda livre de 28% em 15 dias, na última vez que esteve lá, em maio deste ano, acredito que este nível não será rompido pelo menos sem uma correção mais acentuada. Esta correção, na minha análise, tem tudo para ser a última onda (onda C) da onda corretiva que seria a Onda IV da tendência iniciada em outubro de 2002 (Gráfico 2).
Este movimento de baixa pode muito bem, como mostra a história regressa do Indice Bovespa, levar os preços a aumentarem a atual correção do movimento de baixa iniciado em maio deste ano, para uma faixa de preços mais compativel com correções fibonacci. Esta faixa de preços, com o dolar de hoje começa em 27.000 pontos conforme mostra em detalhes o Gráfico 2. A minha “leitura” dos gráficos atual, me leva a crer que existe uma possibilidade bem maior de que ocorra essa correção mais acentuada, com o Ibovespa aumentando a correção da Onda III e caindo abaixo do último fundo a 30.000 pontos, do que a manutenção da atual alta, com o rompimento do último topo e o mercado nos mostrando que está na Onda V.
Um eventual rompimento da resistência do último topo, anularia a análise acima e poderia estar indicando o início do terceiro movimento de alta da tendência iniciada em outubro de 2002. Neste caso, a leitura que eu faria seria igual à que fiz em maio de 2004 quando apesar de não havido uma correção da Onda I com proporções Fibonacci, os preços restabeleceram a tendência de alta. A leitura foi de que a tendência estava muito forte e que o “exército dos Touros” estava muito mais forte do que o dos Ursos. O fato de a última correção (Onda II) não ter corrigido em proporções Fibonacci, aumenta as chances e portanto reforça a tese de que isso ocorra desta vez.
Gráfico 2
Boa sorte nos mercados. Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI |
O Ibovespa reverteu a tendência de alta iniciada em Maio de 2005 e deve cair mais 22,5%.
O gráfico abaixo (Ibovespa a vista indexado em dolar e escala logarítmica) mostra a alta iniciada em maio de 2005, que estou classificando como sendo a onda 3 da tendência de alta primária iniciada em outubro de 2002. Acredito que a alta das últimas semanas foi apenas um movimento de retorno à reta suporte (azul contínua no gráfico abaixo). Este movimento de retorno (pull back) confirma em meu entender que esta reta foi rompida e portanto que este movimento foi revertido e que os preços caminham agora para seu objetivo inicial de baixa a US$ 12.500,00 que com o dolar de hoje a 2,20 corresponde a R$ 27.500,00. O eventual rompimento da resistência a 38.000 vista no gráfico abaixo (US$ 17.400,00) anularia a análise acima e indicaria novo teste do topo principal de maio.
Boa sorte nos mercados. |
Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI |
O Bovespa deve continuar a subir mais 25%, nos próximos meses
A análise resumida A análise se baseava no fato de que não tínhamos à época, como não temos agora, qualquer razão para acreditar que este segundo movimento de alta será menor em amplitude do que o movimento que o precedeu (out/2002 a jan/2004) já que o primeiro ocorreu na expectativa e este ocorre nos fatos reais de digamos "responsabilidade econômica". A análise técnica mostra que movimentos de uma tendência costumam ter a mesma amplitude e ainda que o segundo movimento de uma tendência, costuma ser maior do que o primeiro, já que ocorre, como agora, não na expectativa como o primeiro mas na conhecida melhora da economia. Gráfico 1 (escala em Reais indexado em dolar) Em sendo igual ao primeiro movimento de alta, esse segundo movimento iniciado em maio 2006 está nos levando, para os R$ 49.000 ou, no dolar de ontem, US$23.000 (*) (*) - Nota do autor: Devido ao fato de que o gráfico mencionado é corrigido pelo Dólar Comercial, o valor de 49.000 da previsão acima refere-se às cotações de hoje dessa moeda. Caso o Dólar suba, esse valor irá subir e vice-versa. A curva do gráfico acima entretanto ficará inalterada mudando apenas os valores da escala. A análise está portanto intacta (Gráfico 2), o Índice Bovespa já subiu 60% (de 2/08/2005 a ontem) e deverá subir mais 25% a partir do fechamento de ontem em minha opinião. Quanto ao prazo, que havia tentativamente previsto para o início de 2006, pode-se notar no gráfico 2 que a inclinação da tendência do segundo movimento está mais branda do que a do primeiro, provavelmente motivada pelos problemas políticos que em minha opinião "seguraram" um pouco este segundo movimento de alta mas no final das contas o prazo em que devemos chegar lá alterou muito pouco, coforme abaixo: Gráfico 2 (escala em Reais indexado em dolar)
O fator tempo. Quando chegará lá? Em termos de prazo, ninguém melhor do que o próprio Índice Bovespa para nos dizer como ele tem oscilado ultimamente, para que possamos ter idéia de como irá oscilar daqui para frente. No gráfico 2 acima pegamos a história regressa do Bovespa bem próxima que está marcada com uma linha verde e que foi a oscilação correspondente ao final da alta do primeiro movimento ocorrida no final de 2003. No mesmo gráfico 2, projetamos esta alta a partir do final da última acumulação, de modo que as duas retas verdes claras são idênticas pois significam uma mesma variação percentual, num mesmo período de tempo. No gráfico 3 abaixo vemos a reta verde projetando o que seria a oscilação futura do Índice Bovespa caso o final deste segundo movimento fosse idêntico ao do primeiro movimento e podemos constatar que chegaríamos aos 49.000 pontos no final da reta vermelha. Olhando em baixo no gráfico 3 vemos que a reta vermelha projetada a partir de primeiro de março de 2005 avança até começo de abril que é quando acreditamos que os 49.000 pontos deverão ser atingidos ou seja em meados do próximo mes de abril. Para os que acreditam que a reta verde clara que usei para projetar o futuro é muito otimista, observem o gráfico 1 onde podem ser encontradas mais de 50 oscilações iguais a da reta verde. Isto nos mostra que a reta verde é uma aposta bem conservadora, já que retrata exatamente a maneira como o Índice Bovespa tem oscilado, com uma frequência enorme, nos últimos 15 anos. Gráfico 3 (escala em Reais indexado em dolar) Bom primeiro semestre e boa sorte! Voltarei quando tivermos novos importantes fatores técnicos e com certeza, se Deus quiser, quando achar que chegamos no topo deste segundo movimento.
|
Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI |
